GOLPE SE VAI: Centrão começa a se dividir em relação a presidenciáveis, especialmente Alckmin e Ciro

Reportagem de Daniel Carvalho na Folha informa que o grupo de cinco legendas que surgiu como o todo-poderoso da eleição começa a dar sinais de rachadura a 15 dias do prazo para início das convenções partidárias. Formado por DEM, PP, SD, PRB e PSC, o centrão está perdendo musculatura. O PSC já não participa das reuniões que se tornaram rotineiras e o PRB pode pular do barco nesta semana, após consulta a seus integrantes.

De acordo com o jornal, o centrão surgiu em 2016 como um grupo informal e fisiológico de 13 partidos (PP, PR, PSD, PRB, PSC, PTB, SD, PHS, Pros, PSL, PTN, PEN e PT do B) sob o comando do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (MDB-RJ), hoje preso.

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Segundo a Folha de S.Paulo, com a probabilidade cada vez maior de DEM, PP e SD apoiarem Ciro Gomes (PDT), o PRB pode deixar o grupo por ter mais dificuldades em integrar a chapa de um candidato de esquerda. A conta do DEM é que Geraldo Alckmin (PSDB-SP) pode até chegar ao segundo turno, mas seria derrotado pelo candidato do PT. Em jantar com caciques do centrão na semana passada, Alckmin saiu sem conseguir convencê-los de sua viabilidade eleitoral. Pela lógica da cúpula do DEM, se apoiar Ciro Gomes, o grupo ajuda a isolar o PT. O candidato do PDT, porém, não é palatável a todos os integrantes do partido de Maia.

Já o PRB, composto em sua maioria por evangélicos, é defensor de uma pauta conservadora nos costumes, o que diverge da agenda da esquerda. Representantes do PSC não têm mais aparecido nas reuniões, mas dizem que a sigla segue acompanhando as discussões. Um integrante da cúpula do partido diz não haver restrição a Ciro, mas que há uma simpatia maior por Alckmin, completa a reportagem.

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