Gradual, empresa de investimentos, replicou esquema de fraudes da Lava Jato, diz PF

Reportagem de Danielle Brant , Flavia Lima e Taís Hirata na Folha de S.Paulo.

Um esquema identificado na Lava Jato foi replicado em supostas fraudes cometidas pela Gradual, segundo relatório da Polícia Federal.

As investigações apontam que a contadora Meire Poza, 48, envolvida na Operação Lava Jato após prestar serviços a empresas ligadas ao doleiro Alberto Youssef teria orientado os principais executivos da Gradual Investimentos a montar uma fraude envolvendo a aplicação de recursos de fundos de aposentadoria de municípios em títulos podres (sem lastro).

O esquema, no qual a contadora está envolvida, segundo a Polícia Federal, seria uma réplica daquele estruturado por Youssef na Lava Jato.

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Em entrevista à Folha, Fernanda Ferraz Braga de Lima Freitas, dona da Gradual, admite que sabia que Meire tinha sido contadora do doleiro Youssef, mas nega que ela tenha sido funcionária da companhia. “Sim, ela foi contadora de várias pessoas. Sou uma pessoa que não necessariamente tem preconceitos.”

Fernanda diz que Meire não tinha “nem experiência nem competência” para estruturar a operação supostamente fraudulenta, o que ela nega.

Os casos investigados pela PF atingem a previdência de funcionários públicos, que podem descobrir, no momento da aposentadoria, que os recursos que tentaram acumular para complementar a renda desapareceram.

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