Manuela diz que Lula não atrapalha unidade da esquerda: ‘É o primeiro colocado nas pesquisas’; SAIBA!

Dessa vez, Manuela D’Ávila (PCdoB) não teve um assessor de Jair Bolsonaro (PSL) como um dos seus entrevistadores. Também não precisou responder se achava Josef Stalin “um cara legal”. Nesta segunda-feira (3), ao ser entrevistada pelos três jornalistas da bancada do Band Eleições, a deputada estadual gaúcha e pré-candidata à Presidência apresentou algumas de suas propostas para a disputa do cargo e afirmou que não considera que a permanência do nome do ex-presidente Lula (PT) na disputa, mesmo preso, atrapalha o movimento de unidade da esquerda, defendido por ela.

Manuela afirmou que uma das primeiras medidas que tomará se for eleita presidente é reduzir a jornada de trabalho do brasileiro. “Nós não precisamos de uma jornada de 44 horas. Nós tomamos fazer um debate sobre ampliação de tempo (de trabalho), com diminuição de jornada durante a vida inteira? É um debate para a gente fazer”, ponderou. Na mesma linha, quando falou sobre a reforma da Previdência, Manuela afirmou o tema precisa ser debatido com a valorização do trabalho, não com a precarização. “O Brasil enfrentará o tema do déficit cortando benefícios dos trabalhadores e trabalhadoras que recebem um salário mínimo? Ou combatendo privilégios? Para mim, é preciso enfrentar privilégios”.

A comunista afirmou que irá fazer uma campanha de pautas para defender “o que é justo”. “O Brasil cansou de candidato a presidente marqueteiro, que defende o que as pesquisas e os Big Datas de internet defendem”, disse. Outra pauta que defendeu foi a reforma tributária. “O Brasil e a Estônia são os únicos países que não tributam lucros e dividendos”. Disse ainda que não desconhece que poderá precisar manter o ajuste fiscal, mas rechaçou o modelo adotado até agora pelo presidente Michel Temer (MDB). “Vamos continuar com a crise e com o ajuste de gastos que enxerga as pessoas como uma planilha de excel, e congela investimentos no SUS, fazendo com que 5 mil idosos morram de subnutrição”, afirmou. “A pergunta que temos fazer é: como retomar o crescimento na economia?”

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Questionada a respeito da candidatura do ex-presidente Lula, Manuela disse não considerar a insistência do PT como prejudicial à esquerda. “Ele é o primeiro colocado nas pesquisas. Eu tenho plena certeza que, se ele estivesse em condição de liberdade, muito provavelmente ele seria o candidato que unificaria o nosso campo político. Primeiro, é uma tática legítima do PT, e, segundo, ele é o primeiro colocado. Então como que o primeiro colocado pode ser um problema para a unidade?”, disse. Em outro momento, ela também ironizou o juiz Sérgio Moro, responsável pela condenação de Lula. “Preferencialmente, o sistema jurídico funciona como manda a Constituição, com uma venda nos olhos e não desfilando em Nova York abraçado em tucano, como faz o juiz Sérgio Moro”, disse.

Manuela disse acreditar na inocência de Lula e argumentou que “juristas de relevância” consideram que ele foi condenado sem provas substanciais. Questionada se daria indulto ao ex-presidente, respondeu: “Eu daria o indulto ao presidente Lula, embora eu acredite que ele saia da prisão após análise da última instância da Justiça”.

Ainda sobre os governos petistas, Manuela afirmou que o impeachment sofrido pela ex-presidente Dilma Rousseff foi o “ponto de partido do golpe que vivemos”. “A presidente não cometeu crime de responsabilidade e foi tirada com uma desculpa de que a economia iria melhorar. O que houve foi um conjunto de cortes que incrementou o déficit público ao invés de reduzi-lo”. Por outro lado, apontou erros no governo da petista. “Acho a política de isenções absolutas, sem contrapartidas sólidas, [um dos erros], já que não teve resultados esperados na indústria nacional”.

*Com informações do Metro

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