Olimpíadas: Temendo perder prestígio popular internacional, Obama não comparece a Rio 2016;

Dois motivos são os mais prováveis para a ausência de Obama na abertura da Olimpíada.

Ambos muito importantes para a diplomacia americana.

Não sei qual é o mais importante.

Um deles é que Obama, ao contrário de outros presidentes desavisados, como Hollande e Macri, não iria participar do mico de ser recebido por um presidente do Brasil interino.

Ou seja, meio presidente.

Pior: um presidente acusado de ser golpista.

Cumprimentá-lo – e ele não poderia deixar de estender-lhe a mão – seria visto como um gesto de reconhecimento de um presidente ilegítimo.

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Ainda mais quando pairam dúvidas de ter havido alguma ingerência do serviço secreto americano na consumação do golpe, não se sabe exatamente como, mas em 1964 também não se sabia, ficamos sabendo cinquenta anos depois.

Ou seja, ele não veio para não dar essa colher de chá a Temer.

O outro motivo seria a falta de segurança.

Como o serviço secreto dele é useiro e vezeiro em grampear autoridades brasileiras ele sabe melhor do que ninguém quais são as suas fragilidades.

Se isso não bastasse, a intervenção de Alexandre de Moraes anunciando, a uma semana dos Jogos que tinha prendido meia dúzia de supostos terroristas deve ter sido a pá de cal na viagem: se a segurança do governo brasileiro está na mão de um incompetente como esse é melhor ficar em casa e ver tudo pela televisão.

Como sempre acontece quando alguém do governo americano tem que viajar para um país mais ou menos perigoso – Iraque, Síria, Afeganistão – Obama preferiu mandar o John Kerry, com aquela cara de bobão, para a Olimpíada.

Desse modo, Obama não vai correr o risco desnecessário, que outros chefes de estado ignoraram, de se queimar – nos dois sentidos – no fogo da pira olímpica.

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