URGENTE: No jogo, Lula manda carta para prefeitos; SAIBA!

DO UOL:

Preso há um mês, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou nesta terça-feira (8) uma carta à FNP (Frente Nacional de Prefeitos), que realiza durante todo o dia um evento entre os prefeitos com 11 presidenciáveis. Anunciado por seu partido como pré-candidato à Presidência da República, ele disse que formulou o documento por conta de “desencontros” que impossibilitaram a apresentação de um representante da sua candidatura.

Ao apresentar propostas sobre os principais temas discutidos no evento, o petista defendeu que o governo federal assuma um papel maior do que teve historicamente na segurança pública “para lidar com o problema de forma imediata”, e aproveitou para criticar de forma indireta a intervenção federal no Rio de Janeiro, decretada em fevereiro pelo presidente Michel Temer (MDB).

“O país precisa rediscutir a integração dos diversos entes federativos na segurança pública, inclusive o papel das prefeituras das grandes cidades. Mas não pode jogar suas Forças Armadas em aventuras mal planejadas, porque não é o papel delas a função de polícia, de segurança urbana. Atuações pontuais de apoio das Forças Armadas não podem ser confundidas com um papel de longo prazo que tira dos militares sua função insubstituível de defesa da pátria”, escreveu em carta datada de hoje “em São Paulo” –segundo a assessoria do ex-presidente, a menção a São Paulo em vez de Curitiba foi apenas um erro de quem digitou o documento.

O ex-presidente apontou ainda a necessidade de investimentos em inteligência e troca de informações entre as polícias dos estados e da recuperação da vigilância das fronteiras, a fim de evitar que “insumos do crime como drogas e armas cheguem ao Brasil”.

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O ex-presidente afirmou que não há causa ou solução única para o problema da segurança, mas disse ser “evidente que o aumento da violência tem a ver com a crise econômica e dificuldades para os jovens na educação e emprego”.

Sobre saúde e o peso do investimento na área nas contas dos municípios, Lula citou a extinção da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) no Congresso, em 2007, e disse que o fim do imposto “foi visto como uma derrota de Lula e do PT”. “Mas o que foi mesmo foi uma derrota do Brasil, das prefeituras, dos brasileiros, que ficaram sem esses repasses para os crescentes gastos com a saúde”, argumentou.

O petista lembrou ainda que, em 2015, a então presidente Dilma Rousseff (PT) propôs de novo a necessidade da volta da CPMF, “dentro de uma série de ajustes fiscais”.

“Vocês se lembram, parte do Congresso, já então empenhado em sabotar o governo, negou a volta da CPMF que era importante para resolver o problema fiscal. Se em 2015 a CPMF tivesse sido aprovada ao invés de pautas-bombas a crise econômica e fiscal não teria se agravado tanto”, apontou o ex-presidente.

Lula também exaltou a relação de seu governo (2003-2011) com os prefeitos, disse que “não havia discriminação política partidária por o chefe municipal “não representar o partido A ou B, mas sim todos os moradores da sua cidade”.

A existência da carta foi anunciada pelo mestre de cerimônias do evento, mas o texto não foi lido aos prefeitos. O documento foi disponibilizado no site da FNP.

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