Wadih Damous: “Gebran e Thompson Flores são criminosos”

DO DCM:

O deputado Wadih Damous, um dos autores do habeas corpus em favor de Lula que foi atendido em liminar no plantão do desembargador Rogério Favreto, no dia 8 de julho, ficou indignado com a revelação feita por Joao Pedro Gebran Neto de que fugiu da letra fria da lei para tomar uma decisão que manteve Lula na cadeia. Na prática, ignorou a lei.

Havia um alvará de soltura, expedido por Favreto em seu plantão no Tribunal Regional Federal da 4a. Região, mas Gebran, contrariando a determinação da autoridade competente naquele dia, deu uma contraordem à PF.

Wadih e o também deputado Paulo Pimenta, outro autor do HC, estavam da porta da PF, com a ordem de soltura. Mas ela não foi cumprida.

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O presidente do TRF-4, Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, foi citado pelo diretor da PF, Rogério Garollo, em entrevista ao Estadão, publicada hoje. Garollo conta que recebeu um telefonema de Thompson Flores em que ele disse: “Estou determinando. Não soltem!”

Prevaleceu o telefonema, em detrimento do alvará. Pela lei, Lula deveria ter sido solto, ainda que, no dia seguinte, a decisão fosse cassada, e o ex-presidente voltasse a ser preso.

Mas as autoridades se empenharam, fora do que prevê a lei, para evitar esse gostinho ao ex-presidente.

“Gebram e Thompson Flores são dois criminosos, fora da lei. Só num estado de exceção se explica que ainda sejam juízes”, afirmou Wadih Damous, que foi presidente da OAB no Rio de Janeiro.

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